 Nicolas Sarkozy, em seu primeiro pronunciamento neste domingo, 6, após sua rival Ségolène Royal admitir sua derrota, disse que os EUA podem "contar com nossa amizade", deixando claro seu desejo de aproximação ao propor uma União Mediterrânea, com os países das duas margens do mar, com o objetivo de promover "um sonho de paz e civilização".
Diante de seus seguidores, após obter a vitória nas eleições presidenciais, Sarkozy assegurou que "por toda sua vida" foi europeísta e acredita na construção européia. Ele afirmou que, com os EUA, a França "estará a seu lado quando precisar, embora a amizade signifique também que se possa pensar de um modo diferente". Pediu ainda ajuda aos EUA contra as mudanças climáticas. O presidente americano, George W. Bush, ligou para Sarkozy para parabenizá-lo por sua vitória. "Os EUA e a França são aliados históricos", disse o porta-voz da Conselho de Segurança da Casa Branca, Gordon Johndroe. "O presidente Bush quer continuar com essa forte aliança". Horas antes de Ségolène admitir sua derrota, o senador democrata Charles Schumer e o também senador, republicano, Dick Lugar, expressaram suas preferências por Sarkozy, dando ao presidente eleito apoio bipartidário no dividido senado americano. ´Sarko´ afirmou ainda que, com sua vitória nas eleições deste domingo, quer dar ao país o que deu a ele e expressou seu orgulho por dirigir os destinos de "uma grande" nação. Quanto à União Européia, Sarkozy disse neste domingo aos seus membros que o país "está outra vez na Europa" e garantiu a amizade com os Estados Unidos, embora em algum momento possam ter divergências. Avisou ainda que a UE não deve ser um "cavalo de Tróia" para os problemas de globalização. Sarkozy pediu aos cidadãos que se unam a ele para pôr a "França em movimento" e insistiu em que sua vitória "não é a vitória de uma França contra outra, mas a vitória da democracia". O presidente afirmou que sua "prioridade será fazer tudo para que os franceses se compreendam" e interpretou que, com seu voto, os eleitores "escolheram romper os usos e costumes do passado". Interrompido continuamente pelos presentes, Sarkozy assegurou que seus objetivos serão "renovar os valores do trabalho, o respeito e o mérito, assim como a nação e identidade nacional". "A França elegeu a mudança", afirmou Sarkozy, que quer "escrever uma nova página na História da França" com "todos" seus compatriotas e com "um espírito de união e fraternidade". O líder da conservadora e governante União por um Movimento Popular (UMP) expressou seu orgulho por dirigir os destinos de "uma grande, velha e bonita" nação, e disse sentir uma "imensa, sincera e profunda emoção, neste momento excepcional na vida de um homem". Sarkozy agradeceu a seus eleitores por terem concedido a ele "a grande honra" de considerá-lo "digno de presidir o destino da França" e manifestou sua gratidão, nesta ordem, a sua família, amigos, partidários e a "todos" que o apoiaram. Após pronunciar seu discurso, Sarkzoy, acompanhado de um de seus dois filhos mais velhos de seu primeiro casamento e das duas filhas de sua segunda mulher, Cecilia, foi a um hotel da avenida Champs Elisées, perto do Palácio do Eliseu, para receber seus amigos mais íntimos. Com 75% dos votos apurados, o número persiste, colocando Sarkozy como vitorioso com mais de 53%, contra pouco mais de 46% de Ségolène. O comparecimento de eleitores às urnas foi estimado em cerca de 85%, dos 43,5 milhões de eleitores franceses. Publique este artigo no seu site | Visto: 3062
Sistema de Comentários Edição Especial v.1.4.6 © Copyright 2008 por PortalGigaWeb - www.portalgigaweb.com.br Todos os direitos reservados |