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O lucro do Itaú cresceu 30% no primeiro trimestre de 2007 ante igual período do ano passado, superando a expectativa do mercado e impulsionado pelo avanço na concessão de crédito. Apesar disso, a lucratividade do banco diminuiu, informou a instituição nesta terça-feira, 8.
O resultado somou R$ 1,90 bilhão, ante o lucro líquido de R$ 1,46 bilhão apurado nos primeiros três meses de 2006. O mercado esperava um ganho de R$ 1,68 bilhão, segundo pesquisa da Reuters.
O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, importante indicador de lucratividade de um banco, foi de 31,3%, contra 36,3% no primeiro trimestre do ano passado. A carteira de crédito do banco totalizou R$ 91,2 bilhões, sem incluir as operações de avais e fianças, o que representa uma alta de 42,5% sobre o ano passado. No total, a carteira de crédito somou R$ 101,1 bilhões, avanço de 40,3%. O crédito à pessoa física aumentou 50,6%, para R$ 46,4 bilhões. O destaque ficou com o financiamento de veículos, que saltou 59,3% sobre o primeiro trimestre de 2006, atingindo R$ 19,8 bilhões. O crédito pessoal cresceu 39,9%, a R$ 16 bilhões. A carteira de crédito às empresas avançou 33,5%, somando R$ 49 bilhões, com destaque para as micro, pequenas e médias companhias, com salto de 77,6%. A partir do primeiro trimestre, as demonstrações contábeis do Itaú incluem a consolidação das operações do BankBoston Chile e Uruguai. Inadimplência menor O crescimento dos empréstimos deu-se em meio a uma melhora da inadimplência, que atingiu 5% no primeiro trimestre deste ano, contra 5,2% em igual período de 2006 e 5,3% no quarto trimestre do ano passado para empréstimos vencidos há mais de 60 dias. "Nosso índice de inadimplência apresentou uma queda, em decorrência da consolidação da carteira do BankBoston do Chile e Uruguai", disse o Itaú em comunicado. Essas operações foram compradas pelo Itaú no ano passado. Descontada essa contribuição, a taxa de inadimplência teria ficado em 5,2%, disse o banco. A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa diminuiu em R$ 110 milhões entre o quarto trimestre de 2006 e o primeiro deste ano, para R$ 1,5 bilhão. Nos primeiros três meses de 2006, a despesa com essa provisão foi de R$ 1,16 bilhão. Esse movimento "é fruto da melhoria da qualidade do risco, com destaque para as operações de cartão de crédito", disse o banco. A receita com prestação de serviços totalizou R$ 2,42 bilhões, abaixo dos R$ 2,46 bilhões do quarto trimestre, mas acima dos R$ 2,12 bilhões no primeiro trimestre de 2006. Na véspera, o Bradesco, maior banco privado do país, divulgou uma alta de 11,4% em seu lucro, para R$ 1,705 bilhão. Na quarta-feira será divulgado o resultado do Unibanco. Publique este artigo no seu site | Visto: 3553
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