 Milton Fernandes Barros da Silva, 48 anos, natural de Santos. É o atual treinador da Associação Desportiva São Benedito, que é o único representante da Serra da Ibiapaba, no Campeonato Cearense da 2ª divisão. Milton Fernandes concedeu entrevista ao Correio Ibiapaba e conta sobre o início de sua carreira em São Paulo, a influência de seu pai, destaca também as vertentes da profissão e as chances de São Benedito subir a 1ª divisão do futebol cearense no ano que vem. O time faz a melhor campanha na história disputando a 2ª divisão em número de pontos, com 26 conquistados, ainda faltando cinco rodadas.
CI: Quando surgiu o seu interesse pelo futebol? Você já foi jogador de futebol?
Milton Fernandes: Já fui jogador. Comecei na Portuguesa Santisa, e,m SP. Fiz um período breve no Santos.
Iniciei um curso de Educação Física, paralelo a isso, apareceu a oportunidade de fazer parte como assistente da comissão técnica, naquela época no São Paulo, dos “Menudos” de Cilinho, e daí a coisa começou a caminhar.O interesse também veio através da família, pois meu pai Milton Barros que já é dirigente e conselheiro do Santos há muito tempo me incentivou a continuar. A lição aprendi em casa.
O que o senhor mais gosta na profissão de treinador?
Tem várias vertentes. O mais importante é você orientar o atleta a ter um bom rendimento, com disciplina, comprometimento, responsabilidade em busca dos seus ideais.
Você procura durante uma partida de futebol fazer substituições, utilizar os jogadores em outras posições e em algumas partidas o time costuma crescer no 2º tempo. Por quê?
Por que durante o trabalho, a gente procura extrair do atleta a qualidade que ele tenha em outra situação, muitas vezes, para o seu próprio crescimento. Sem ter a necessidade de ter um grupo muito inchado. Salvo algumas posições, acredito que o atleta possa atuar em duas posições o que facilita o trabalho. Procuro colocar isso em prática tanto durante a partida como nas substituições. E o crescimento do time no 2º tempo é muito fruto da leitura tática do que está acontecendo durante o jogo e, muita vezes, tem dado certo.
O senhor já foi técnico interino em algumas equipes do País, auxiliar-técnico de Zé Teodoro, como foi essa experiência?
Boa. Essa experiência me deu o suporte e a confiança necessárias para poder abraçar essa carreira e a função. Houve respaldo do grupo e dos atletas e, juntamente, com os resultados me deram a confiança necessária para poder caminhar nessa direção.
Como é ser técnico de um time na 2ª divisão, a gente sabe que as dificuldades são muitas?
É um aprendizado diferente devido algumas dificuldades que você tem que administrar, mas em compensação isso ajuda no crescimento. Você passa a conhecer mais da parte extra- campo, onde você procura equacionar, consequentemente, você acaba se envolvendo mais para que o trabalho possa sair a contento e que não venha atrapalhar, é um experiência ímpar e salutar.
Quais são as chances reais de São Benedito subir para a 1ª divisão?
Está tudo em aberto. Pela pontuação dos concorrentes, as nossas chances são reais. Necessitamos ganhar os nossos jogos e torcer também por tropeços dos times estão em cima, mas pelos confrontos diretos entre os concorrentes que ainda vão acontecer. Em relação à pontuação, acredito que pode variar com 12, com 13 pontos, mas teremos que contar também com tropeço dos nossos adversários. Temos que fazer a nossa parte sem se preocupar com os concorrentes, pelo menos enquanto houver a chance fazer a nossa parte.
O time agora ocupa a 5ª colocação, ainda restam 5 jogos para o sonho do acesso se concretizar, você acredita que o grupo estará mais motivado para atingir esse objetivo?
Com certeza, o grupo está totalmente focado e comprometido com esse objetivo.
Contra o Pacatuba, no próximo domingo, 8 de maio, podemos esperar a primeira vitória fora de casa?
Olha o grupo tem trabalhado para buscar esse resultado há algum tempo, já que a performance em casa tem sido satisfatória. É fundamental vencer fora de casa. Precisamos o quanto antes buscar essa vitória, para atingirmos a classificação com os três jogos que temos fora de casa, pois com as duas vitórias em casa não serão suficientes.
O que está achando de morar na Serra da Ibiapaba?
É uma qualidade de vida muito boa. O clima e o ambiente são saudáveis. Fui bem recebido pela cidade como um todo. Tive a oportunidade de fazer boas amizades. Estou feliz e espero retribuir da mesma forma, não só com o trabalho,mas também da maneira que estou sendo acolhido.
Fonte: Jornal Correio Ibiapaba
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