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O lobista acusado de operar o maior esquema de ocultação e desvio de recursos por políticos brasileiros, conhecido como mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza, foi preso na madrugada desta sexta-feira (2), na região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Além de Marcos Valério, outras três pessoas foram detidas. Ainda hoje, ele passa por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Valério será levado para Salvador nesta sexta-feira.
Marcos Valério vinha trabalhando no escritório da T&M Consultoria Ltda em Belo Horizonte, antiga Tolentino & Melo Assessoria Empresarial, que teve o lobista como sócio até 2005.
As prisões foram determinadas pela Justiça da Bahia como parte de operação contra grilagem de terras, segundo informações da TV Globo.
Batizada de "Operação Terra do Nunca", a ação é realizada em três estados e tem como meta cumprir 23 mandados de prisão preventiva. Os pedidos de prisão apontam envolvimento dos suspeitos na "aquisição de 'papéis públicos', para a 'grilagem' de terras, na cidade de São Desidério, Oeste da Bahia".
As investigações, que são comandadas pelo delegado Carlos Ferro, apontam o envolvimento de advogados, latifundiários, empresários, e serventuários da Justiça.
De acordo com informações dos promotores de Justiça da Bahia George Elias Gonçalves Pereira (Barreiras) e Carlos André Milton Pereira (São Desidério), Marcos Valério atuava em conjunto com advogados e oficiais de cartório de Registro Gerais de Imóveis e de Tabelionato de Notas na falsificação de documentos públicos, criando matrículas falsas de imóveis inexistentes e da União. O objetivo era entregar esses documentos para garantir dívidas das empresas de Marcos Valério. As fraudes vieram à tona em 2005, quando foram iniciadas as investigações pela Polícia Civil. Há dez inquéritos policiais.
O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, disse que policiais civis da Bahia cumpriram quatro mandados de prisão preventiva em Belo Horizonte. Três sócios de Valério também foram detidos, segundo o advogado. Os quatro devem ser levados para a Bahia. Um outro advogado vai acompanhar o caso na Bahia.
Ainda segundo Leonardo, a defesa de Marcos Valério afirma não ter conhecimento do teor da acusação, mas supõe que possa ter ligação com a compra de uma propriedade no Sul da Bahia, há mais de sete anos.
- É suficiente acreditar que a prisão é ilegal e não tem razão de ser, já que eles são citados e respondem a vários processos e têm residência fixa - disse.
Com informações do O Globo
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