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O PSOL promete lançar nesta quarta-feira (27) a campanha "Basta de Corrupção, Fora Renan". Segundo o partido, a idéia da campanha é estimular a sociedade a participar da discussão sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. O PSOL é autor da representação que deu origem ao processo contra Renan no Conselho de Ética do Senado. Renan é acusado de usar o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar o aluguel e a pensão de Mônica, com quem tem uma filha fora do casamento.
Para comprovar que seus ganhos eram compatíveis com os pagamentos, Renan apresentou documentos que apontam para um ganho de R$ 1,9 milhão, nos últimos quatro anos, com a venda de gado. Reportagem do "Jornal Nacional" lançou suspeita sobre esse ganho. A reportagem contestou autenticidade das notas fiscais de venda de gado apresentadas pela defesa de Renan. O Conselho de Ética pediu para a Polícia Federal periciar a autenticidade dos documentos apresentados por Renan. A perícia verificou que Renan entregou notas fiscais com indícios de fraude, além de documentos que apresentam, entre si, uma "diferença" de 511 cabeças de gado na venda declarada, cerca de R$ 600 mil, quase um terço do que ele afirma ter ganho com atividades agropecuárias desde 2003. Manobra Às vésperas do recesso parlamentar --que começa em 18 de julho e vai até 1º de agosto--, o grupo que defende a absolvição de Renan tenta adiar a votação do processo no Conselho de Ética da Casa. O objetivo é esfriar as denúncias contra Renan e conseguir absolver o presidente do Senado dentro do Conselho de Ética. Nesta quarta-feira, o vice-líder do PMDB, senador Wellington Salgado (MG), vai apresentar um requerimento questionando uma série de procedimentos adotados pelo conselho. Com isso deverá ocorrer novo debate e mais atrasos no processo. "O que se quer realmente apurar? Uma vez que o requerimento encaminhado pelo PSOL, pedindo as investigações, sugeria quebra de decoro parlamentar por uma denúncia específica", reagiu Salgado. O PSOL diz já ter detectado esse movimento protelatório em favor de Renan. "Vivemos um impasse fabricado porque há uma manobra protelatória [em curso]", disse o líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ). O partido prepara ações para remeter ao Ministério Público Federal e ao STF (Supremo Tribunal Federal), caso o processo contra o peemedebista não tenha continuidade no Senado. Publique este artigo no seu site | Visto: 2537
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