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Justiça de Guaraciaba julga agente |
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11 de dezembro de 2007 |
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Página 1 de 2 A Justiça da cidade de Guaraciaba do Norte (a 317km de Fortaleza) começou a julgar, ontem, o homem acusado de um crime ocorrido há 12 anos naquele Município, que causou muita revolta à população dali. A vítima foi o comerciante do ramo de veículos e horticultor, Manoel Farias de Sousa, que, na época, contava com apenas 25 anos de idade e era pai de uma criança que tinha somente três anos.
Farias foi morto com dois tiros de revólver pelas costas disparados pelo agente do Juizado da Criança e ao Adolescente (antes, Juizado de Menores), Valfredo Marcelino Crisóstomo. Ele fugiu do local do crime com outros seis agentes.
As investigações da Polícia revelaram que os sete homens, ocupando dois veículos, prestavam serviço voluntário à Comarca de Guaraciaba do Norte. À cada 15 dias, saíam de Fortaleza para realizarem blitz na cidade. Para tanto, portavam carteira e armas de fogo com autorização da Justiça.
No dia do crime, o grupo de agentes decidiu seguir viagem até a cidade vizinha de Ipu, onde ocorria uma festa. No caminho, parou em um bar onde o comerciante estava sozinho, bebendo. Os agentes teriam chegado ali já disparando tiros para o alto, em uma atitude arbitrária e ilegal.
Pelas costas
Revoltado, o comerciante apoderou-se de uma faca na tentativa de se defender da agressão dos agentes, mas foi contido pelo irmão e um cunhado. Mas, quando já era levado pacificamente para seu carro, recebeu dois tiros pelas costa. Um dos balaços penetrou na nuca e a bala saiu na boca. O segundo disparou atingiu as costas, saindo no peito. Manoel Farias não teve chance de se defender e morreu na hora, nos braços do irmão e do cunhado.
O grupo de agentes fugiu do local. A Polícia Civil iniciou investigações mas só depois de vários dias, foi possível identificar qual dos agentes teria feito os disparos contra a vítima.
O crime chocou a população de Guaraciaba, já que a vítima era benquista ali. A família iniciou uma luta por justiça, que só agora começou a ser concretizada com o julgamento do acusado. Foi necessária até a exumação do corpo.
Depois de 12 anos, Valfredo Marcelino sentou no banco dos réus. O julgamento iniciado ontem, despertou a atenção da população. O Júri é presidido pelo juiz de Direito, Moisés Brisamar Freire. Já o Ministério Público Estadual é representada pelo promotor de Justiça, Antônio Serra Vale Júnior.
Até o fim da noite passada o julgamento continuava sendo realizado em Guaraciaba do Norte. Publique este artigo no seu site | Visto: 2899
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