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Familiares dos irmãos assassinados em Iguatu e de comerciante executado em Horizonte reclamam por Justiça
Familiares do comerciante Zildécio Lopes, assassinado em 2002, e dos irmãos médicos Marcelo e Leonardo Moreno Teixeira, vitimados em março deste ano, receberam o apoio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). Ontem, reunidos com o assessor da pasta, Regino Pinho, eles clamaram por justiça. Em reunião realizada pela manhã, na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, os pais dos médicos decidiram solicitar audiência com o ministro da SEDH, Paulo Vannuchi. Vão, ainda, encaminhar a denúncia ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e a Ouvidoria Geral dos Direitos Humanos. A partir dessa medida, explica Regino Pinho, a Secretaria de Direitos Humanos decide pela formação, ou não, de uma comissão especial para acompanhar o caso.
Ontem à noite, ao participar de reunião ordinária na Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE), Regino Pinho solicitou, ainda, apoio as testemunhas do caso dos irmãos de Iguatu.
Baseado em informação de que elas estariam sendo ameaçadas, o assessor recomendou a OAB que encaminhasse pedido ao Ministério Público, para autorizar o ingresso delas no Programa Estadual de Proteção a Testemunhas e Vítimas Ameaçadas do Ceará (Provita/CE).
Drama
Ainda bastante abalados, os pais dos dois médicos, Nelson Teixeira e Célia Moreno, ao lado da filha Larissa, acompanharam a agenda do assessor da SEDH. “É muito salutável a presença da Secretaria de Direitos Humanos. O monstro que matou meus filhos será punido. Vou lutar até o último minuto”, disse Teixeira.
Em relação ao assassinato do comerciante Zildécio Lopes, natural de Quixadá, executado com vários tiros disparados à queima-roupa, Regino Pinho irá elaborar um relatório, a pedido do ministro Paulo Vannuchi, sobre o andamento do processo. Assim como no assassinato dos médicos, em Iguatu, uma policial está entre os acusados por esse crime.
Por esta razão, o assessor da SEDH participa na manhã de hoje de reunião na Corregedoria da Polícia do Estado do Ceará. Cinco anos após a morte do comerciante, a escrivã da Polícia Civil, Amílria Cardoso Menezes, uma das acusadas do crime, ainda não foi afastada do cargo, segundo Regino Pinho. “Existem muitas irregularidades no processo administrativo dela e também queremos saber como anda o processo do capitão acusado pelo assassinato dos médicos”, diz.
O capitão da PM, Daniel Gomes Bezerra, aguarda o julgamento preso no quartel do Batalhão de Choque em Fortaleza. Mas, dos quatro acusados da morte de Zildécio Lopes, os dois mandantes passaram apenas 40 dias detidos.
Zuleida Fernandes, irmã do comerciante, assassinado em Horizonte, luta há cinco anos pelo cumprimento da justiça. “Contamos com o apoio da comissão para que o processo não escape. Durante todo esse tempo, sofremos muito. Vimos a justiça soltar os culpados. Mas eu não desisti. Coloquei o pé na estrada e investiguei, por contra própria, o assassinato do meu irmão”, conta Zuleida.
Na tarde de hoje, Regino Pinho conversa, também, com a juíza da Comarca de Horizonte, Gersilia Pacheco Cavalcanti, a promotora Mariana Gomes Nobre, e o superintendente da Polícia Civil, Luís Carlos Dantas, sobre o caso de Zildécio. RELATOS
A cultura da impunidade vai mudar. Temos uma chama em nossos peitos que clama por justiça´. - Nelson Teixeira, Pai dos médicos
Não tenho confiança na justiça cearense. Cinco anos se passaram e nos sentimos inseguros´, - Zuleida Fernandes, Irmã do comerciante Mais informações: Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH). www.presidencia.gov.br/sedh Emanuela França Publique este artigo no seu site | Visto: 3009
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