Enquete

Você acha que São Benedito subirá para a 1ª divisão?
 









Previsão do Tempo

Radio on-line ao vivo


Escute a Rádio Tabajara AM no seu player favorito
Clique e ouça
listen listen listen listen

Estatísticas

Visitantes: 8055380
Nós temos 30 visitantes online
Início arrow São Benedito arrow Cinco anos depois de seu último trabalho de estúdio, O Rappa lança ´7 vezes´
Cinco anos depois de seu último trabalho de estúdio, O Rappa lança ´7 vezes´ PDF Imprimir E-mail
15 de agosto de 2008
O Rappa: 7 vezesO Rappa é destas bandas que não sabe viver sem a estrada. “7 vezes”, seu novo álbum de estúdio, mostra bem isto - para o bem e para o mal. Nem parece que seu penúltimo disco de canções inéditas saiu há cinco anos ou que o multiplatinado “Acústico MTV” é de 2005. De lá para cá, o grupo não parou. Verdade fácil de comprovar nas numerosas passagens da banda pelo Estado, que não se restringem mais à participação obrigatória no Ceará Music.

 

Por pouco, não trouxeram o novo show para Fortaleza em julho, quando se apresentaram na série de shows gratuitos financiados pelo Governo do Estado. Ainda assim, não devem tardar a dar as caras por estes lados. “Nunca paramos de fazer turnê para gravar um disco. Estamos nesta há 16 anos”, conta o guitarrista Xandão, um dos fundadores do grupo ao lado de Marcelo Yuka e Marcelo Lobato.

O que parece uma boa para os fãs, em um primeiro momento, pode ter efeitos negativos sobre a produção da banda. “7 vezes” não é um disco ruim. Comparado ao que outros veteranos como Charlie Brown Jr. e Capital Inicial andam fazendo, fica bem acima da média. O disco até tem seus bons momentos, mas é pouco para uma banda com a história d’O Rappa e, principalmente, para quem passou cinco anos sem lançar um trabalho autoral de canções inéditas. O Rappa, neste álbum, passou muito perto de cometer um “mais-do-mesmo”. Tanto que é quase previsível adivinhar os melhores momentos do disco - justamente aqueles que grupo tenta dar um passo à frente e oferece novas soluções sonoras para seu velho (porém coerente, diga-se) discurso.

Faixa a faixa

Para o disco, a banda preparou 14 faixas. Encarado como um todo, nota-se o grupo mais detalhista nos arranjos, com menos peso e também menos suingado que o habitual. Com esta levada, é difícil imaginar algumas faixas sendo executadas ao vivo no palco d’O Rappa, sem que a banda precise fazer alguns “ajustes”.

“7 vezes” abre com “O meu santo tá cansado”. É uma canção que se enquadra numa tradição do rock, meio mascarada, feita para não entregar o ouro de cara. Tem uma sonoridade estranha, um arranjo de tons épicos e ecos do grupo de rap cubano Orishas (o hit “Represent Cuba”). É uma canção competente, em que se sobressaem efeitos que dão à música um climão atmosférico.

A escolha da segunda canção surpreende. Quando se esperava uma porrada, feita sobre medida para fazer o público pular nos shows, aparece mais uma música “lenta”. “Verdade de feirante” pode passar despercebida para aqueles que procuram apenas o velho Rappa de sempre, mas é uma das melhores do álbum. Bateria jazzy, baixo funkeado, nervoso, dando corpo a música e uma guitarra flutuantes, como num velho surf music. A voz de Marcelo Falcão, no entanto, está lá, para provar que é a banda.

“Hóstia” é puro Rappa. Não dançante, mas com aquele som arrastado e letra-denúncia, discorrendo sobre as miséria do mundo. Não chega a segurar a peteca das anteriores.

“Meu mundo é o barro” é um daqueles momentos em que O Rappa, de fato, pende para um dos estilos musicais que compõem sua estética. É uma reggae, com uma batida dançante, cheio de efeitos. Uma canção básica, que funciona exatamente por sua simplicidade.

“Farpa cortante” tenta ser moderninha, mas é outro momento ruim do disco. A forte influência do rap no vocal de Falcão aqui só faz o grupo soar como uma paródia, um Planet Hemp indie. “Em busca do porrão” vem na seqüência, com o tal velho Rappa de volta. Tivesse sido feita uns anos atrás, seria um esporro. É um roquezinho com direito a tecladinho ocasional, que lembra (pasmem!) Lulu Santos.

A faixa-título é a sétima do disco. Atmosférica, lembra a abertura, mas num ritmo ainda mais lento. Tocada baixinho, com pouca expressividade. “Mundo invisível” sucede este momento pouco memorável, atualizando a banda. Rap e reggae fundidos, em uma mistura homogênea, que tem a cara do grupo. O refrão tem aquele jeito de “dejá vù”, típico daqueles que grudam na cabeça do ouvinte e o faz cantarolar já em poucas audições.

O Rappa embarca na onda do samba em “Maria”. Mas mostra não levar o mesmo jeito pra coisa que seu contemporâneo Marcelo D2.

Composta por Gordurinha e Nelinho, “Súplica cearense” já ganhou versões célebres com a de Luiz Gonzaga. Os cariocas mandam bem ao transformá-la em um reggae de raiz. É impagável ver os versos a seguir ganharem um novo sentido: “Oh! Senhor, pedi pro sol/ se esconder um pouquinho/ Pedi pra chover, mas chover de mansinho/ Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão”. Quem conta a história por trás da faixa é Xandão: “quem apareceu com a música do Gordurinha foi o Falcão, que viu a letra numa coletânea do Luiz Gonzaga. Comentou sobre ela com umas pessoas que trabalham na casa dele e que são do Nordeste. Ele viu como elas se identificavam com a letra. Além disso, é uma música que tem tudo a ver com este disco”. O guitarrista, paraibano de nascimento, conta que a faixa investe contra o preconceito do Sudeste contra o Nordeste. “Mas acredito que houve uma grande aproximação, em especial entre os jovens, a partir do Chico Science”, comenta.

“Fininho da vida” e “Documento”, que segue ao lamento cearense, são O Rappa calminho e saltitante. A primeira não se difere muito da produção anterior da banda, mas a segunda dá provas de vitalidade mesmo com o velho formato.

“Respeito pela mais bela”, escondida quase no final do disco, é outra faixa criativa, com levada jamaicana eletrificada. O disco encerra com “Vários holofotes”, repetindo o esquemão do grupo, mas sem dar um hit para os palcos.

Goste ou não, talvez O Rappa tenha chegado ao momento de parar, tomar um fôlego e se redescobrir para um mundo que não parou enquanto eles estiveram estrada afora.

DISCOGRAFIA

1994 -
O Rappa
1996 - Rappa Mundi
1999 - Lado B Lado A
2001 - Instinto Coletivo (ao vivo) - duplo
2001 - Instinto Coletivo (ao vivo) - simples
2003 - O silêncio Q precede o esporro
2005 - Acústico MTV
2006 - Acústico MTV Edição platina (disco duplo, com 6 faixas bônus)
2008 - 7 vezes


Publique este artigo no seu site | Visto: 3571

Comentários (5)
1. Escrito por Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo em 06-03-2010 08:50 - Visitante - IP: 189.105.26.107
 
 
tudo
vcs é d++++++++ eu fuui no swo de vcs filé vlw msm um grande abraço 8)
 
2. Escrito por Ray em 12-08-2010 01:16 - Visitante - IP: 198.60.22.10
 
 
lipitor atorvastatin and related rxboard
 
3. Escrito por Andy em 19-08-2010 14:33 - Visitante - IP: 98.218.105.158
 
 
 
4. Escrito por Lolly em 20-08-2010 14:10 - Visitante - IP: 41.220.225.134
 
 
 
5. Escrito por Terry em 20-08-2010 14:13 - Visitante - IP: 119.147.113.116
 
 
cardizem cd aciphex actos phentermine im
 

Escrever comentário
  • Por favor, o assunto do seu comentário precisa ser relevante ao assunto do artigo.
  • Ataques pessoais serão deletados.
  • Por favor, não use os comentário para fazer propaganda de seu site ou será deletado.
Nome:
E-mail
Homepage
Título:
Comentário:



Código:* Code
Quero ser contactado por e-mail avisando sobre comentários

Sistema de Comentários Edição Especial v.1.4.6
© Copyright 2008 por PortalGigaWeb - www.portalgigaweb.com.br
Todos os direitos reservados

 
< Anterior   Próximo >
Advertisement
Ludimá Marques

Antonio Ludimá De Araújo Marques natural de Pacujá-CE,seu trabalho  com a comunicação começou logo muito cedo,aos 11 anos quando foi jornaleiro  na sua cidade.
Sua paixão pelo rádio deu inicio no comerço da década de 90 quando ainda criança sua mãe ao acordar ligava o rádio no programa "varadão da fazenda" da Rádio Tupinabá de Sobral.
Ao longo dos anos sua paixão foi aumentando e aos 13 anos largou na radiofônia cearense,sendo um dos membros do programa da Pastoral da Juventude da Paróquia de Pacujá na FM São Francisco daquela cidade.
Em 2002, passou a residir em São Benedito e foi convidado a fazer parte da equipe da  Rádio Tabajara pelo diretor da época Paulo Luz. Apresentou programas como:Brega Show,Comando Geral,Boa Noite Amor,A noite é Nossa,Show Da Manhã e o Forrozão Tabajara.
Hoje, é apresentador oficial do programa Jornal Regional líder absoluto de audiência em São Benedito e região,levando as informações da região a milhares de ouvintes espalhados pela serra da Ibiapaba,buscando sempre levar a frente a responsabilidade da notícia verídica ,é correspondente do Sistema Verdes Mares de Comunicação da Rádio Verdes Mares AM no programa Radio Notícias Verdes Mares, Ludimá Marques é  conhecido na região como o 'Baby do Rádio',por ter iniciado no rádio tão jovem.
É um grande esportista torcedor do Fortaleza Esporte Clube,membro da APCDEC e ABRACE,faz parte da equipe esportiva 870 sempre comandando as narrações e reportagens nas transmissões esportivas por todo  o estado do Ceará.
Ocupa o cargo de diretor administrativo desta conceituada emissora,formado em radialismo pela Faculdade Integrada Da Grande Fortaleza (FGF),cursa bacharelado em administração empresarial pela Faculdade Unives,Ludimá Marques faz rádio por amor,amando o que faz,o mesmo se sente muito recompensado ao saber que o seu maior patrimônio no rádio é o ouvinte seja no rádio receptor ou pela internet.  

LOCUTOR:Ludimá Marques
PROGRAMA: Jornal Regional e Jornadas Esportivas
NATURALIDADE: Pacujá-CE
ANIVERSÁRIO: 31 de Maio
SIGNO: Gêmeos
HOBBY:Comunicação
A RÁDIO TABAJARA PARA VOCÊ: Uma escola do rádio na minha vida
PAIXÃO POR SÃO BENEDITO:O clima
PRATO PREFERIDO: Maria Isabel e Carneiro na Brasa
UM CANTOR: Raimundo Fagner
UMA CANTORA: Claudia Leite
UMA FRASE:"Faça o bem sem olhar a quem"
UM LUGAR: Casa da minha mãe
UM SONHO REALIZADO: Esta no Rádio
UM SONHO: Ser jornalista

 

Leia mais...