Pelo menos 22 pessoas, podendo o número chegar a 32, foram mortas e muitas outras ficaram feridas na universidade Virginia Tech na segunda-feira, no mais mortal tiroteio em um campus na história dos Estados Unidos. A Fox News, citando fontes federais, afirmou que o número de mortos é de 32. O incidente aconteceu em duas áreas separadas do enorme campus com cerca de duas horas de diferença durante a manhã. A polícia disse acreditar que um único homem é o responsável. "Essa é uma tragédia de proporções monumentais", disse o presidente da Viriginia Tech, Charles Steger, a repórteres. O chefe de polícia do campus, Wendell Finchum, disse que o suposto homem armado estava morto e que a polícia estava tentando determinar se ele se matou ou se foi atingido por oficiais.
"No momento acreditamos que era apenas um homem armado", disse Finchum. O presidente norte-americano, George W. Bush, ficou "horrorizado" com o tiroteio, segundo a porta-voz da Casa Branca Dana Perino. "Ele ficou horrorizado e sua reação imediata era de preocupação profunda pelas famílias das vítimas, as próprias vítimas, os alunos, os professores e todas as pessoas da Virginia que têm que lidar com este tipo de incidente chocante", disse ela.
O número de mortos foi pior do que o de um massacre na Universidade do Texas, em Austin, no dia 1o de agosto de 1966, quando o atirador Charles Whitman matou 15 pessoas, incluindo sua mãe e mulher na noite anterior, e deixou 31 outros feridos. O primeiro tiroteio na Virginia Tech, uma universidade estadual conhecida por seu currículo de ciências e engenharia, foi informado à polícia do campus por volta das 7h15 (8h15, no horário de Brasília), no West Ambler Johnston Hall, um dormitório com cerca de 900 alunos. Em seguida houve mais tiroteio em outro prédio do campus, Norris Hall, disse Steger. Os feridos foram levados a hospitais na região, completou ele. A Virginia Tech, com 26 mil alunos, fica a 390 km de Washington. O campus ficou fechado por um dia em agosto passado devido a uma busca por outro homem armado, noticiou a CNN. "Sentimos apenas choque e raiva por aqui no momento", disse a aluna Elizabeth Stewart à CNN. A universidade já tinha enviado um email cancelando as aulas após o primeiro tiroteio quando os alunos ouviram mais tiros, disse outra aluna, Laura Spaventa, à CNN. As aulas foram canceladas na segunda e terça-feiras. Publique este artigo no seu site | Visto: 2837
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